sábado, 15 de setembro de 2012

TEXTO DA PROFESSORA DILSA

O texto a seguir, foi escrito pela PROFESSORA DILSA FARIAS, uma entre tantas professoras e professores que passaram pelo DEVALDO BORGES e que deixaram sua marca. Um texto de MEMÓRIAS LITERÁRIAS. Simples e rico. Nossos agradecimentos à professora Dilsa, que, com muito carinho, lembranças e criatividade vem mantendo viva a história de Gravatá. O DEVALDO BORGES faz parte dessa história.



Um lindo teatro da vida...
Nesse instante, abrem-se as cortinas de um dos mais belos cenários que já houve na história de Gravatá. São milhares de personagens, você pode ter sido um deles. A maioria foram protagonistas desta linda peça encenada na escola da vida...
Começa o espetáculo com uma belíssima viagem ao passado...
Os primeiros “artistas do saber” foram aqueles que lutaram para que a história acontecesse: a professora Maria Isabel Farias Carneiro, o professor Antônio Farias, Dr. Devaldo Borges, Valdemir Cardoso da Cunha, Professora Maria Elisa de Medeiros Viegas, Pe. José Lins, Dr. Paulo da Veiga, Professora Alzira Lucena, Professora Ceci... Foram eles com grande heroísmo e força de vontade que travaram uma verdadeira luta vencendo as dificuldades e superando com sucesso a concessão de um lindo prédio para a escola funcionar. Além da reabertura da Escola Normal Regional. Esses nobres personagens foram “diretores de palco, dos camarins e das gravações externas e internas” para que essa peça da vida fosse tão bem representada.
E assim, a mais imponente construção de nossa cidade recebia em seus cômodos uma escola que marcaria para sempre a vida de nossos habitantes: O Ginásio Municipal de Gravatá, no ano de 1952.
O fato abalou a cidade, pois a oportunidade era oferecida, principalmente, às crianças e jovens de vida simples cuja gratuidade vinha exatamente favorecê-los. E tem mais, a escola oferecia aprendizagem para ambos os sexos, era uma escola mista.
O Solar dos Didier abriga os sonhos, os conhecimentos, o dia a dia, as alegrias e tristezas, a amizade, o coleguismo, as brincadeiras e a superação de milhares de astros e estrelas de nossa cidade: os estudantes. Sem esquecer que toda essa beleza foi encenada num Palácio, o nosso palácio que até então abrigava as Irmãs Dorotéias, cujo ensino era voltado para o sexo feminino e para as famílias que possuíssem um bom poder aquisitivo.
A história agora é outra e o favorecimento chega a todas as camadas sociais de nossa cidade, enobrecendo os valores e aptidões da maioria do nosso humilde povo.
Parabéns, querido Ginásio Municipal de Gravatá, hoje, Escola Devaldo Borges, pelos seus 60 anos de existência!
A história continua, esse foi apenas o 1º ato do espetáculo!
Obs.: O mês de setembro será dedicado ao querido educandário, abrindo espaço para quem foi aluno e deseja se congratular com este importante acontecimento!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

15/09/2012: 60 ANOS DA ESCOLA DEVALDO BORGES

ESCOLA DEVALDO BORGES: 
60 ANOS DE MUITAS HISTÓRIAS



Hino da Escola Devaldo Borges

Letra: Profª Alzira Lucena                           
Música: Profº Manoel Pereira

Falange heroica e varonil
Avante sempre para o futuro
Estuda e ama o Brasil
Defende-o sempre com amor puro
Farol imenso em nossa história
Iluminando vasto caminho
A ti pertence nossa glória
E te saudamos com carinho
A mocidade destemida
Preparas hoje em Gravatá
Ciência e arte introduzida
Para o progresso acelerar

Farol...
De ti ó colégio querido
Espera muito nossa cidade
Seja teu dia bem vivido
Em prol de nossa mocidade
Farol...
Tu és a causa da vitória
Em nossa vida estudantil
És tu porvir, és tu a glória
Enaltecendo o Brasil
Farol...

Nós que fazemos o Blog Entre Palavras e Ideias, estamos muito felizes em fazer parte dessa história.
Jane Vital e Gilda Monteiro

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

7 de Setembro de 2012 (07/09/1822)


OU MORTE!


A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Dia do Fico

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

O processo de independência

Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.

O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : 
"Independência ou Morte!". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.



Hino Da Independência Brasileira

Letra: Evaristo Ferreira da Veiga

Música: D. Pedro I

Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.